Eu vou para a
terra do fogo.
Xau amigos, o
frio está a chegar,
Vou pra terra
do fogo, é lá que eu vou morar!
Quinta marrenta,
sem vento começou a esfriar.
Um dia eu me
arrebento e vou à Terra do Fogo morar.
Vou convidar
meu amigo, o Tunico Cozinheiro,
Um verdadeiro
Escoteiro que fez tretas por demais.
Se tiver vaga
não esqueço, de comida me abasteço,
Levo tralha
levo sapa, e lá vou eu acampar.
Levarei
também Zé Mulambo. Ele é bom Escoteiro,
Na patrulha
um moleque a fazer rir e chorar.
Zé se lembra
daquela tora? Que nos levou mata afora,
Não era tora?
Era uma enorme Sucuri
E você
tirando sarro, a cobra eu nunca mais vi.
Ainda bem que
Lindomar, que um dia foi embora,
Foi para
Serra Pelada, e uma índia ele namora.
Sei que
Baiano o sub, enamorou de Diana,
Ele se
apaixonou quando foi catar mamona,
Era uma
belezura danada, até eu fiquei com ciúme,
Não contei e
fui chorar minhas mágoas
Na cabana do
Malaquias, bem atrás do Curtume.
Patrulha joia
era a nossa, que não usava perfume.
Ela foi feita
na forja, de bigorna eterno aço,
Ninguém
tretava com ela, boa de briga boa de braço.
Foi Anjo
Preto monitor, todo cheio de andor,
Que sumiu um
dia de sol bem no meio do mato.
Voltou
gritando de dor, lutou com a capivara,
Levou picada
de abelha, e milhões de carrapato.
Mas não tem
meu pé me dói, Vou pra Terra do Fogo,
Levarei meus
patrulheiros, pois eu jamais fui bobo.
Lá montarei
minha barraca, minha casa meu amor.
Tomarei banho
no rio, para “matar” o do calor.
Se a patrulha
quiser, faremos arroz carreteiro,
Somos fortes
e valentes, nós somos bons escoteiros.
E quando o
frio chegar, me aconchego lá gruta,
Passarei no
Seu Tomé, vou comprar bastante fruta,
E de lá não
vou sair, enquanto este frio não sumir.
Vou parando
por aqui, nestes versos de bobeira,
Se puder
levar mais um, levarei à escoteira,
Aquela menina
levada, que dizia pátria amada.
Se ela não
for comigo, levarei meu outro amigo,
Bom Contador
de histórias, nas noites de lua cheia,
E no fogo do
conselho, eu não vou entrar no meio,
Em sonhos eu
vou levar, nas chamas do rebosteio,
E vou
encerrando meu amigo saiba que não sou bobo,
Com tristeza
eu vou embora, morar na Terra do Fogo.

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