Uma clareira.
Noite alta... Hora de meditar e
sonhar... Gosto de ouvir em minha vitrola “Auld Lang Syne”... A linda canção da
despedida. Tem dia que encosto nas minhas tristezas e por estar longe dos
sorrisos da molecada escoteira ouço sem parar a amada canção... Não estou me
despedindo, sei que o mundo da voltas e em volta do fogo tornaremos a nos ver. Um
poeta iluminado escreveu... “Nem a tristeza, nem a desilusão, nem a incerteza,
nem a solidão... Nada me impedirá de sorrir. Não tenho medo, nem depressão, por
mais que sofra meu coração nada me impedirá de sonhar”... Sei que não é mais
que um até logo, não é mais que um breve adeus... Quem sabe para onde irei
poderei sentar em volta do fogo, junto a amigos que me querem bem, e com nossas
mãos entrelaçadas cantar Auld Lang Syne... E lá vou eu em pensamento voando nas
asas da minha imaginação lembrar outro poeta... “Saudade é solidão acompanhada,
é quando o sonho ainda não foi embora... Saudade é amar o passado que ainda não
passou. É recusar o presente que nos machuca, e não ver o futuro que nos
convida... Saudade, eita saudade que não existe o que não existe mais”...
Boa noite.















