A mochila pesada parecia chumbo.
A mochila pesada parecia estar cheia
de chumbo. Minhas pernas cansadas precisavam de um descanso. Combinei com a Patrulha
encontrar com eles antes do amanhecer. Tirei meu chapéu e passei um lenço no
rosto. O suor escorria... Ao longe avistei uma bela Acácia. Enorme, florida,
flores amarelas. Davam um colorido especial. Embaixo uma sombra convidativa.
Por que não descansar alguns minutos? Pensei... Fiz da mochila um travesseiro,
a sombra da acácia de tão boa convidava a um cochilo. Tirei o sapato, meus pés doíam.
Peguei o cantil e passei um pouco de água no rosto. Deitei, olhei para o céu, o
sol estava se pondo. Lembrei-me do meu Chefe que me ensinou: - “Vermelho ao sol
por, delicia do pastor”. Dormi um sono lindo e tranquilo. Acordei com trovões,
relâmpagos, uma chuva torrencial. Tirei minha capa e me enrosquei com ela e a
Acácia. Dormi de novo. Acordei pela manhã com o sol brilhando, o corpo coberto
com as flores amarelas da Acácia. Canários Belgas cantando sobre mim. Nas
campinas ali perto as borboletas coloridas brincavam de esconde-esconde. O
riacho próximo cantava Chuá, Chuá... Fui até lá. Fiz minha higiene matinal. Com
a marmita fiz um café. Agradeci a Deus pelo dia. Hora de partir. Pensei com
meus botões: Escoteiro pé na estrada, seus amigos de Patrulha esperam você no
acampamento. Na trilha cumprimentei a montanha que iria atravessar. Bandeiras
ao vento! Apertei o chapéu. Deixei o vento bater em seu rosto. Lá fui eu
seguindo o sol. Chão de estrelas pisei fundo... Uma gostosa brisa nesta manhã.
Dei um Adeus a Acácia e parti. Bem no alto da montanha olhei par trás... A Acácia
balançou seus galhos... Prometi um dia voltar...
Boa noite!

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