Meu amigo
- Quando leio Vinicius de Morais, me embalo no tempo e vejo os meus
amigos queridos que nunca esqueci. Assim ele escreveu: - Enfim, depois de tanta
vida passada, tantas retaliações, tanto perigo, eis que ressurge noutro o velho
amigo nunca perdido, sempre reencontrado. É bom sentá-lo novamente ao lado com
olhos que contêm o olhar antigo, sempre comigo um pouco atribulado, e como sempre
singular comigo. Um bicho igual a mim, simples e humano sabendo se mover e
comover e a disfarçar com o meu próprio engano. O amigo: um ser que a vida não
explica que só se vai ao ver outro nascer e o espelho de minha alma
multiplica... José Roberto, Diva, Tatiana e Ananias que já foi para o céu moram
para sempre em meu coração.
Boa noite!

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