Quantas vezes dormimos ao relento? Quantas
chuvas enfrentamos? Quantos dias frios tiramos de letra com um bom Fogo
Espelho? Conheci meninos Escoteiros que em uma parada de uma hora em uma
jornada era suficiente para uma fazer uma sopa e prosseguir. Turma da pesada! E
quantas vezes dormimos sobre pedras nas subidas das montanhas, molhados com a
chuva e nos viramos com uma árvore copada? Pergunte aos que fizeram isto e
verão um brilho em seus olhos, uma lembrança gostosa, um sabor diferente no aprender fazendo e vivendo para a vida.
Sei que hoje os pais não são como antigamente, mas se fosse eu diria: - Senhor,
o escotismo vai ser assim. Se quiser que seu filho seja um homem de caráter e
que saiba se virar ele vai aprender a fazer fazendo. E para encerrar direi para
eles o que Kipling escreveu: - “Quem ao crepúsculo já sentiu o cheiro da fumaça
de lenha, quem já ouviu o crepitar do lenho ardendo, quem é rápido em entender
os ruídos da noite;... deixai-o seguir com os outros, pois os passos dos jovens
se volvem aos campos do desejo provado e do encanto reconhecido...”.
Boa noite.

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