No covil do Balu
Nas
margens do Rio Waingunga encontrei o covil do Balu. Ele hibernava. - Balu!
Posso ficar aqui com você uns dias? Ele sorriu sem abrir os olhos. Ajeitei-me
em um cantinho que achei gostoso para descansar. Olhei novamente para ele. De
olhos fechados ronronava. Lembrei-me de uma frase do seu canto que foi
inspirada na filosofia de Epicuro. Dizia: Necessário. Somente o necessário. O
extraordinário é demais. Pois é, eu cantei junto com ele e repeti que precisava somente o necessário para que nesta vida eu viva em paz. Hora de
descansar. É preciso ter paciência para dormir... Sono difícil de chegar.
Sabemos que um dia tudo vai passar. Não há mal que dure para sempre. Logo
estarei dando uma cambalhota, gargalhando e cantando: - Põe tuas mágoas bem no
fundo do bornal e sorri! Sorri! Abraços fraternos meus amigos. Não voltei.
Ainda não foi desta vez, mas não vai demorar. Até mais...

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