As coisas são boas quando difíceis.
Gosto
de Samila a poetiza que acredito nunca foi escoteira, que diz o que penso que
não gosta das coisas fáceis demais. Eu sempre procuro o fruto no topo da
árvore, as flores que estão no meio do jardim. Sinto saudades de gente que com
certeza não vou ver mais... Eu? Eu gosto dos sabores que ninguém tem para me
oferecer. Não faço jornadas curtas, caço desafio pelas trilhas e se não acho,
crio muitas. E no fim de tudo, ainda por cima me dou ao trabalho de amarrar o
cadarço da botina de cabeça para baixo, pois assim posso entender o escotismo
do jeito que ele é mesmo com as mudanças a acontecer. E sabe meu caro
escoteiro, as coisas fáceis não tem a mínima graça... Não têm gosto sem a mão
do cozinheiro... Não têm cheiro nas fossas que abrem e fecham... Não tem beleza
nas amarras... Não tem barraca e nem mesmo o toque do recolher e do amanhecer! Ah!
Coisas difíceis é como a estrada sem fim, o acampamento com chuva, a comida sem
sal, o peixe que não morde, e a lua teimosa que sempre aparece à noite para
afugentar as dificuldades e fazer a gente sorrir!
Boa noite.

Nenhum comentário:
Postar um comentário