Velha amiga.
Sim...
Era minha melhor amiga! Como diz o poeta que de tanto erro passado, tantas
retaliações, tanto perigo, eis que ressurge ela, a velha amiga, nunca perdida e
nunca reencontrada. Fico feliz, ela senta ao meu lado, com aquele olhar com
aquele sorriso... Lindo que nunca consegui olvidar. Olha-me atribulada e ri ao
sentar comigo. Pois é, o tempo é um ponto de vista, depende de quem vê e de
quem olha ou quem escuta. Velho Chefe querido...
Ela sorri e diz: Chefe Velho é quem é um dia mais Velho que a gente... Escrevendo
isto sorrio e num repente pergunto: Olá minha amiga, que ouve? Está tão nova! Ela
danada me achincalha debochando. Isto
mesmo, de repente num momento fugaz, os fogos de artificio anunciam – Chefe
vamos sorrir o Corona se foi e dizem que não vai voltar... E lá vou eu a sonhar
em viver mais alguns anos. Atenderei pedidos, serei um poeta para alegrar a
nova vida, afinal me chamam velho amigo e lá vou eu tentar ser novo. Eu sei que
vou renascer quantas vezes for preciso e precisarei redescobrir todos os
caminhos possíveis, graças a Deus não desisto de ser quem eu sou. E sei que
nunca irei parar de tentar... Adeus Corona, sonhos de uma noite sem luar!

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