No recanto do meu lar.
Nestes
tempos de vírus no ar, preso no recanto do meu lar, aguardo a chamada de Lobo,
Lobo e o sinal de reunir. Preciso caminhar, andar na chuva, sentir a brisa e o
vento amigo, preciso ouvir o cantar de um sabiá, de um tico-tico, um canário
belga a procura de sua amada. Preciso de uma cascata de águas cristalinas, de
um remanso para ver os peixinhos a nadar. Preciso ver o sol nascer e ficar
maravilhado quando ele se por. Preciso andar de jangada de piteira com os pés
na água fria, de sentir o peso da minha mochila, de pisar na terra molhada e sentir o cheiro do capim gordura.
Preciso ver as estrelas, o firmamento, um belo amanhecer em uma montanha
qualquer. Nestes dias nem em pensamento vi o que amo e pelo qual vale a pena
viver. Devagar, calmamente deixei minha barraca, aportei minha canoa na barranca
do Rio e me maravilhei vendo o som das águas barrentas correndo para o mar.
Agora é assim, um dia aqui outro longe daqui. Os olhos piscam, será sono? Vou
dormir. Sim outra vez...
Boa noite.

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