Dificil dizer Adeus.
O Escotismo é lindo, é
maravilhoso, trás amigos, irmãos que a gente nunca esperou conhecer. É um
voluntarismo diferente, tem tudo que a gente nunca fez uma bandeira, uma
promessa uma lei para seguir. O sorriso, o Melhor Possível o Sempre Alerta e o Servir
é coisa impossível de entender pelo “civil” aquele que nunca foi e nunca sonhou
em ser... Alguns nunca imaginaram a transformação que aconteceu assim tão de
repente, que tudo ia ser tão rápido e intenso e por um momento achar que tinha
encontrado a felicidade que sempre sonhou. Dizem que somos voluntário, sem ordenado
e quando chega ao fim do mês o soldo é um muito obrigado, um sorriso ou um
aperto de mão... Esquerda, coisas de BP o Criador. Criou uma fogueira onde em
volta dela esquecemo-nos de onde somos ou para onde vamos... Cantamos,
brincamos, sorrimos e entrelaçamos as mãos para chorar de amor de alegria por
estar ali reunidos mais uma vez... Vivemos a contar estrelas, amar a lua em
todo seu esplendor. Dizem que foi nunca mais esquece. Na mente o caminho a
seguir no pescoço um lenço, na cuca o chapéu e a gente vira criança, tentando
ser como ela e com ela aprender o caminho a evitar... Mas alguns dizem adeus...
O coração que entregou por todo esse tempo pede um pouco de sossego e paz. Fala
baixinho para ninguém escutar: Amigos, eu preciso respirar um pouco longe daqui
de tudo que vive e amei. Me dá uma vontade enorme de voltar, mas será que
depois não irei partir? É difícil esquecer os desajustados, os portentosos os
sapientes próceres do poder. E com lágrimas nos olhos, ele pensa se vai
voltar... Fica na lembrança tudo que aprendeu tudo que Baden-Powell criou. O
tempo passa, novos vão chegando e a gente sem perceber vai esquecendo a legião
que um dia sonhou com a lei, com a fraternidade que hoje mora exclusivamente em
sua mente... Em seu coração!
Boa noite.

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