Guaraci um índio brasileiro.
Há
muitos e muitos anos, Eu, quatro escoteiros seniores da Patrulha Jaboti e Guaraci
filho de Alanã e Ibirá Pema, um índio da Aldeia dos Botocudos próximo a Crenac,
estávamos sentados à beira de uma fogueira próxima as margens do Rio Matipó, um
local privilegiado pra ver a lua surgir atrás dos Montes Tamburi tão linda que
nunca mais vi coisa igual. Do outro lado do rio se avistava as malocas da Tribo
judiadas com o tempo. O Rio se derretia nas barrancas e no seu caminhar víamos o
clarão da lua e das estrelas brilhando nas águas calmas de um Rio que aos
poucos iria desaparecer devido à cegueira da modernidade. Era uma noite linda,
as barracas armadas próximo dali sorriam para nós esperando a hora de recolher.
Jalapão nosso sinaleiro com seu vozeirão de menino deixando a infância de
escoteiro para trás perguntou ao índio nosso amigo de muitas luas o que ele
achava o que seria a vida. Ele com seu olhar bondoso olhou a todos nós um por
um e respondeu: - O que é a vida? É a luz de um vagalume à noite. É o sopro de uma
onça a se esconder no inverno. É a pequena sombra que corre pela grama e se
perde com o por do sol... E completou: Amigos Escoteiros, meu pai Alanã me
ensinou que devemos nos conhecer por sí próprio. E rematou... Ninguém faz seu
caminho, a estrada é sua, amigos andam ao seu lado e ninguém anda por você!
Boa noite.

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