Poema...
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Há dias li este poema da poetiza Florbela Espanca. - "A noite vem poisando
devagar Sobre a Terra, que inunda de amargura... E nem sequer a bênção do luar
a quis tornar divinamente pura... Ninguém vem atrás dela a acompanhar a sua dor
que é cheia de tortura... E eu oiço a Noite imensa soluçar! E eu oiço soluçar a
Noite escura! Por que és assim tão'scura, assim tão triste?! É que, talvez, ó
Noite, em ti existe uma saudade igual à que eu
contenho! Saudade que eu sei donde me vem... Talvez de ti, ó Noite!... Ou de
ninguém!... Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!”. - Amargura... Linda
poetiza, mas quase não fala de amigos de amizade. Quem sabe se ela lesse esse
desconhecido poeta mudaria de pensamento? – “Mais que uma mão estendida mais que um belo sorriso mais do que a
alegria de dividir mais do que sonhar os mesmos sonhos ou doer às mesmas dores muito
mais do que o silêncio que fala ou da voz que cala, para ouvir é, a amizade, o
alimento que nos sacia a alma e nos é ofertado por alguém que crê em nós”.

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